sábado, 14 de março de 2009

O MARKETING MORREU, VIVA O MARKETING!

Por Luisa Monteiro



"Marketing autêntico não é a arte de vender o que você faz mas saber o que fazer. É a arte de identificar e compreender as necessidades dos consumidores e criar soluções que tragam satisfação aos consumidores, lucros aos produtores e benefícios aos acionistas".
(Philip Kotler)

Mais um grande presente do meu amigo o Prof. Paulo Vieira de Castro, um artigo escrito por ele e publicado pela Época Negócios, apreciem:

Por Paulo Vieira de Castro
Se acreditarmos no que as neurociências afirmam, em especial na importância do inconsciente sobre as decisões do ser humano, os clássicos métodos de estudo de mercado poderão estar em parte comprometidos
Enquanto ferramenta de análise, as tradicionais técnicas de inquérito apresentam algumas dificuldades em especial no tocante ao entendimento comunicacional, isto porque os limites das técnicas clássicas de análise de mercado se prendem com o fato de a linguagem se desenvolver a partir de si mesma, ou seja, aquilo que se fala funciona muitas vezes de forma contrária do que se pensa.
Nesta perspectiva o neuromarketing poderá ganhar um novo ânimo, contudo resta a dúvida: quão inconsciente será a decisão de consumo? Esta pergunta revela novos desafios, em especial para os publicitários, já que o mundo em que vivemos é - em grande medida - resultado da construção inconsciente que dele temos, tendo-se tornado - nos últimos anos - o desejo pelo consumo, o mais complexo paradigma do comportamento humano.
Assim, dúvidas se levantam aos analistas de marketing, diante da possibilidade das respostas aos questionários não serem sinceras. De igual modo, durante as sessões de grupo, existe a probabilidade de um, ou mais de um dos entrevistados influenciarem a restante dos participantes. Diante disto, o neuromarketing poderá desempenhar um importante papel complementar e provatório das técnicas tradicionais de estudo de mercado. Repito, complementar e nunca substituto.
Talvez o ser humano não tenha nascido para consumir, no entanto, será interessante estudar a possibilidade de existir no homem um impulso natural de poder, que o empurre em direcção ao consumo, isto seria uma forma mais moderna de disputa de poder, fundamentada - agora - através da compra.
Quem comanda o cérebro nas decisões de consumo?Impõem-se, desde já, a reflexão a propósito da possibilidade da origem das necessidades e dos desejos humanos estarem além - ou aquém - da mera excitação visível no cérebro humano. Schopenhauer veio afirmando que o homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer, obrigando deste modo à reflexão a propósito das circunstâncias que se afiguraram para além da simples condição físico-química do cérebro. Tal constatação realça a urgência de um novo universo de possibilidades para o marketing.
Pierre Buser fala-nos das mil faces do inconsciente, afirmando que o cérebro funciona no modo involuntário. Ainda que de uma forma superficial, o neuromarketing revelou um mundo demasiadamente complexo, trazendo de volta a necessidade de uma abordagem mais íntima das necessidades e desejos humanos. Estas circunstâncias, ao se mostrarem como não exclusivas da área comportamental, radicam-se, necessariamente, ao nível das mais subtis competências, ou seja, para além da simples condição físico-química do ser humano, levantando a questão do impulso originário/ancestral por traz de toda a motivação humana. Ora, ao imaginarmos um Homem que é mais do que fluxo sanguíneo ou impulsos eléctricos, o neuromarketing apresenta-se como uma ferramenta falha, não de atributos ou argumentos, mas de completude. Pessoalmente tenho boas expectativas em relação ao neuromarketing, contudo vejo novos desafios e limitações, bem mais do que novas certezas.
Novas limitações
Pensar que será possível encontrar no cérebro humano um "buy button" tem-se manifestado um esforço inconclusivo, atirando-nos para a necessidade de uma abordagem mais abrangente quando pensamos sobre o comportamento do consumidor. O neuromarketing dá-nos, simplesmente, a ínfima parte do resultado de um jogo do qual se desconhece as regras.
O diagnóstico resultante do neuromarketing inscreve-se no âmbito de aplicação do "fazer o que quer" do homem de que nos falava Schopenhauer, mas, muito dificilmente poderá o neuromarketing certificar maior conhecimento sobre um homem incapaz de "querer o que quer". Afinal, o diálogo mente-cérebro é um entre os muitos níveis da dimensão humana. Depois, há o mais velho desafio lançado - desde sempre - à ciência: onde encontrar a mente humana?
Para além das referidas limitações deveremos refletir a propósito da ideia de Ray Jackendorf , segundo a qual, o essencial da nossa inteligência não está associado à consciência. Ainda, segundo o prémio Nobel Gerald Edelman não existem neuromecanismos com uma linguagem que consiga explicar o que é uma experiência consciente, indo mesmo mais longe ao assegurar que a capacidade da consciência não tem vida, tanto que existe a possibilidade de futuramente se poder criar uma consciência artificial.
Por outro lado, poderemos afirmar que o neuromarketing se especializou em respostas a questões complexas, esquecendo a simplicidade revelada por um ser humano que vai por si mesmo. Utilizemos como exemplo um simples rio. Do rio que tudo arrasta, dizemos que é violento, esquecendo-nos o quão arrebatadoras são as margens que o comprimem. A origem da violência do rio não está nele próprio, mas sim nas suas margens. Enquanto instrumento de análise, o neuromarketing apresenta esta mesma limitação ao desvalorizar o entendimento integral do ser humano, ou utilizando a analogia com o rio, ignorando as suas próprias margens.
A acreditarmos em Alain Berthoz, a maioria das nossas ações não são um reflexo da consciência, sejam elas ligadas à percepção, aos movimentos ou à memória, implicando processos cerebrais em dimensões desconhecidas. Pensar o contrário será pura ilusão. Analisar este intervalo de campo será um dos futuros desafios do neuromarketing. O quadro referencial que assiste ao neuromarketing faz todo o sentido, contudo a tecnologia usada atualmente levanta dificuldades operacionais, tanto que no futuro seremos certamente forçados a procurar novas técnicas de análise.
Por si só, o marketing terá, obrigatoriamente, que assumir outros vínculos com o desígnio de permitir a expressão da intencionalidade e propósitos da existência humana. Para isso, talvez seja necessário - em parte - abrir mão de antigos valores e expectativas. Para aqueles que colocam a condição racional à frente de qualquer outro fundamento, deixo uma especial chamada de atenção para o lugar que é reservado à intenção do ser humano, face à elevada importância que as neurociências dão ao inconsciente nas tomadas de decisão. Isso significa que não poderemos ignorar os limites do neuromarketing, uma vez que esta técnica se centra na maioria das vezes no exercício daqui resultante, assombrando erradamente modelos de representação da existência humana com a própria vida, confundindo-a com tecnologia.
Esse artigo foi publicado no site da Época Negócios em Janeiro de 2009 30/01/2009 - 11:55 e está disponível na página: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG86232-16628,00-O+MARKETING+MORREU+VIVA+O+MARKETING.html

Paulo Vieira de Castro é consultor de empresas, diretor do Centro de Estudos Aplicados em Marketing do Instituto Superior de Administração e Gestão, de Porto, em Portugal. (geral@paulovieiradecastro.com)

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Dia-a-Dia, por Luisa.

OS TRÊS ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE "O GRANDE"

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);

3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...

A VIDA PASSA...

Se pudéssemos ter consciência de quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade. Para nós e para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais. Algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor. E cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dia, às vezes anos, quando não a vida toda.
Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando é hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que tanto nossa alma pede, porque algum orgulho bobo ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não confessamos amar uma pessoa do mesmo sexo porque “pode pegar mal”. Não declaramos nosso afeto porque imaginamos que o outro conhece nossos sentimentos.
Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. De outro lado, compramos, gastamos, consumimos e esbanjamos, sempre comparando nossa vida com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos?
Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa. Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. E justamente porque não sabemos fazer coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia, inesperadamente, acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade de tudo quanto se fez nesta vida. E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”. O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afeto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver hoje, curtindo o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para Deus e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós. É preciso viver bem pois, só se vive uma vez. Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência.

Antônio Mesquita Galvão
(Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2007)

Hoje é tempo de ser FELIZ!!!

A vida é fruto da decisão de cada momento.
Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar.
É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos.
Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe...
Para cada dia, o seu empenho.
A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!"
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo.
Sempre é tempo de lançar sementes...
Sempre é tempo de recolher frutos.
Tudo ao mesmo tempo.
Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra.
Cuidado com os semeadores que não lhe amam.
Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece.
Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores...
Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...
Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...
Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena...
Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.
Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..."
Vai em frente.
Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você.
E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar... (?)

Padre Fábio de Melo

Por Paulo Coelho

Por Paulo Coelho
Comportamento
Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento.
Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás,guardamos todos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos, impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, em todos os defeitos que ele possui.
E julgamo-nos melhores que ele – sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

Vale a pena pensar a respeito!!!