sexta-feira, 11 de abril de 2008

AMEAÇA AO NOSSO PLANETA AZUL

Por Luisa Monteiro



Ao assistir um documentário na TV por assinatura (canal Animal Planet), fiquei chocada com o que está acontecendo nos mares asiáticos.

O declínio das espécies atinge todos os ecossistemas. Alguns deles, como as florestas tropicais, são bem conhecidos por sua biodiversidade, e esforços estão sendo realizados há anos para salvá-los. Mas, estamos esquecendo das florestas submarinas, do nosso planeta azul. É mais fácil acompanhar o que acontece na floresta amazônica do que monitorizar a devastação que está acontecendo de forma assustadora nos nossos oceanos.

Estão dinamitando florestas de corais existentes há mais de 700 anos, estão acabando com o habitat de espécies raras que habitam as profundezas desconhecida dos oceanos, estão matando animais jovens para a comercialização exarcebada. Tudo isso pra quê? Será que ninguém jamais imaginou que no fundo dos oceanos pudesse estar ocorrendo coisas tão absurdas assim? O que fazer para impedir que isso continue acontecendo?

Enquanto buscamos possíveis respostas para as perguntas acima, veja o que consegui de informações sobre o assunto vigente.

Hong Kong é a capital mundial da indústria de pesca de peixes de recife, um comércio lucrativo que está devastando os recifes do Oceano Pacífico. Tanques nos restaurantes de Hong Kong estão cheios de peixes exóticos trazidos de todo o Sudeste Asiático, da Austrália e até de ilhas remotas do Pacífico, como Fiji e Vanuatu. Com o estoque marinho já exaurido em águas próximas, os comerciantes de Hong Kong estão indo cada vez mais longe para encontrar peixes cada vez mais raros, como napoleões e garoupas.



Napoleão (cheilinus undulatus)





Garoupa (Epinephelus marginatus)

Segundo biólogos, peixes de recife são altamente vulneráveis à pesca excessiva, porque precisam de cinco a dez anos para atingir a idade reprodutiva. Administrar a pesca é difícil porque boa parte dela é feita em escalas reduzidas, por pequenas comunidades.

Grandes partes de recifes nas Filipinas, na Indonésia e na Malásia estão ficando sem vida marinha por causa da pesca excessiva e do uso abusivo da pesca predatória.

Pesca predatória é aquela que retira do meio ambiente, mais do que ele consegue repor, diminuindo a população de peixes e mesmo de plantas do ecosistema.

A pesca predatória tem consequências desastrosas, podendo limitar a produtividade pesqueira, quer seja do ponto de vista biológico, quer econômico. Dentre as atividades realizadas de forma ilegal, destacam-se:

-Pesca com bomba considerada de alto valor destrutivo, afetando a fauna, a flora e o substrato de fundo.

-Pesca com rede de malha fina.

-Pesca do camarão com rede de arrasto.

-Pesca do camarão em época proibida (defeso).

-Pesca da lagosta em época proibida (defeso).

-Pesca da lagosta com redes.

-Pesca com explosivos.
-Pesca com cloro, água sanitária.
-Pesca com venenos.
-Captura de caranguejos com redes de sacos (redinha) e retirada da patola.
Vamos nos deter em falar de três formas de pesca predatória mais violenta, brutal e sem escrúpulos que pude ver no documentário exibido segunda-feira (07/04/08) no canal Animal Planet:

O arrastão de fundo de mar que envolve arrastar imensas e pesadas redes pelo solo do oceano. Grandes placas de metal e rodas de borracha presas a essas redes movem-se pelo fundo e pegam praticamente tudo que aparece na frente. As evidências mostram que as formas de vida que ali vivem são muito lentas para se recuperar de um dano dessa magnitude, levando de décadas a séculos para tal – se é que elas irão se recuperar algum dia.

A pesca com dinamites funciona geralmente assim: após conseguirem o “material de trabalho” os “bombistas”, geralmente em número de três, pegam embarcações alheias ou “tomam na raça” de pescadores e dirigem-se para o cardume previamente localizado pelo “pessoal de terra” que fica atento também para avisar se existe algum tipo de fiscalização na área. Enquanto isso, os “corsários” ficam de prontidão pois o “trabalho” tem que ser do tipo “jogo rápido”.Pavio ou cigarro aceso, bomba pronta, a catraia vai se aproximando do cardume e o “bombista”, de repente, lança o explosivo. Dependendo do tamanho do cardume são detonadas duas ou três bombas, algumas vezes mais do que isso. Em seguida, os “mergulhadores” e os “corsários” começam a recolher o pescado. Em pouco tempo todo cardume está a bordo. O peixe é vendido facilmente nas barracas de praia porque muitos “barraqueiros” são coniventes e alguns são “corsários” também. Toda essa operação não dura mais do que vinte minutos.

E, por último, mas não em escala de importância vem a pesca com o uso de venenos (principalmente o cianeto). Durante os últimos anos tem-se verificado um aumento na procura de espécies ornamentais marinhas capturadas nos seus habitats naturais, esta busca incensante pela captura dessas espécies tem estimulado de forma indireta a pesca predatória com uso de cianeto e também à diminuição do tamanho das populações dentro do recife. Esse tipo de pesca funciona geralmente da seguinte forma: mergulhadores lançam a toxina no recife para atordoar os peixes, que escondidos passam a sentir-se sufocado pela falta de oxigenação no local, devido oa cianeto. Mas isso acaba matando boa parte de outras vidas marinhas, incluindo o coral. Apenas cerca de um quarto dos peixes sobrevive a esse método.

Populações de grandes predadores, um indicador claro da saúde de um ecossistema, estão desaparecendo de forma espantosa. Noventa por cento dos peixes grandes que a maioria de nós adora comer, como atum, peixe-espada, merlin, bacalhau, halibut, arraia e linguado – estão desaparecendo desde que a pesca em larga escala começou, nos anos 50. A diminuição dessas espécies predadoras pode causar uma mudança em ecossistemas oceânicos inteiros, onde peixes comercialmente valorizados são substituídos por espécies menores, que se alimentam de plâncton. O século em curso pode inclusive ver colheitas de água-viva substituindo o peixe consumido por humanos.Essas mudanças ameaçam a estrutura e o funcionamento de ecossistemas marinhos, e assim colocam em perigo o sustento dos que dependem dos oceanos, tanto agora como no futuro.

Ao invés de tentar encontrar uma solução de longo prazo para esses problemas, a indústria pesqueira voltou seus olhos para o Pacífico – mas esta não é a resposta. Os governantes continuam ignorando os avisos dos cientistas sobre como essas áreas de pesca poderiam ser administradas e a necessidade de pescar tais espécies de maneira sustentável.

A pesca é quase impossível de ser controlada, pois as fronteiras internacionais de pesca não podem ser patrulhadas com eficiência. É mais difícil monitorar as populações marinhas que as terrestres, e ninguém sabe quantas espécies marinhas estão ameaçadas.

Diante de tudo isso que abordamos neste tema, ainda fica uma pergunta no ar: O que podemos fazer? Acredito que cada um pode fazer a sua parte da sua maneira, seja ela através da divulgação dos acontecimentos, através de denúncias, de movimentos em prol da conservação da natureza. Existem inúmeras maneiras de fazer algo para que essa forma brutal de pesca seja extinta, o que não podemos permitir é que a extinção aconteça nas espécies da nossa fauna e da nossa fauna.

Clica nesse link do you tube e assista a esse vídeo, depois tire suas próprias conclusões:

http://br.youtube.com/watch?v=v7NPuvMpLOc

Até a próxima!!!


Fontes de pesquisa:

http://oceans.greenpeace.org/

http://www.faunabrasil.com.br/

http://www.lusoreef.eu/

http://nationalgeographic.abril.com.br/

http://www.pesca.sp.gov.br/

http://search.discovery.com/


2 comentários:

Paulo Nunes disse...

Parabéns,minha amiga,esta é uma realidade.abraço

' Rôh disse...

Grato por existir pessoas como vc, que se preocupam com o espaço em que vivemos.
Abraço.

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